Mudanças

28 nov

Opa, algumas conversinhas na forge (www.indie-rpgs.com) acabaram por reforçar uma ideia que tive e não sabia se era boa.

Mas atualmente, a impressão é que teremos alguma mudança consideravelmente drástica no cenário: nada mais de terra destruída (pra não dizer devastada…). A situação é semelhante, os personagens estão numa base de criação de super soldados todas controlada remotamente, quando acordam sem comunicação com seus criadores, sem saber o que são, porém agora, eles estarão em mundo alienígena (outro planeta? provavelmente), essa mudança vem com um objetivo claro, aproximar as experiências dos personagens e jogadores, sem conhecer o mundo, os jogadores também irão experimentar a ignorância, o desconhecido, o que deve enriquecer e muito o jogo, e a diversão nele. Dar uma sensação aos personagens que os jogadores não poderiam compartilhar seria muito grave… escrevendo e aprendendo né?

 

Além disso, agora seremos colaborativos!

Através do atributo “lembranças” o personagem vai poder tomar o controle narrativo sobre alguma porção ainda não definida do cenário, talvez a função de um objeto de encontraram, talvez a história de um npc.  O que pode dar um pouco de trabalho ao mestre, mas estou tentando chegar em uma mecânica não tão caótica, mas que ainda permite o controle narrativo compartilhado.

Preciso pensar bem ainda no papel bem definido do mestre, e nas dificuldades que ele vai ter para preparar o jogo com isso.  Mas creio que talvez  só um bom guia de criação de “aventuras” seja o bastante.

 

Alguma sugestão?

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3 Respostas to “Mudanças”

  1. Guilherme novembro 29, 2011 às 1:45 am #

    Cara, eu não sei… o seu cenário é mais um início de história. Não sei ainda o que você está pensando sobre as possibilidades narrativas, mas até o momento a mim parece que é um RPG com um início de história pré-determinado. Ou você já pensou em variações dentro desse mesmo começo?
    Quanto ao fato de ser colaborativo, principalmente vinculando às lembranças, achei bem legal. Mas talvez o mestre possa interferir, ou digamos, direcionar um pouco o caminho da lembrança, algo como “esse objeto te lembra um evento da infância, em que você estava em casa, com seus pais…” Assim o jogador não extrapola. Ainda tomando cuidado com essa possível extrapolação, acho que pode haver a opção de que o narrador possa dizer “É, sabe como são as memórias… nem sempre dá pra confiar nelas, principalmente quando se passa tanto tempo assim ‘dormindo'”. Basicamente, se o jogador abusar, o narrador sempre pode dizer que a memória não é verídica.
    Acho que talvez você também possa pensar em algo como “os jogadores começam com as fichas limpas”. Tipo, eles talvez tenham pontos a gastar, eles possivelmente vão querer montar sua ficha, mas isso não deve ocorrer antes do jogo, e sim durante. Talvez de acordo com algumas colaborações deles, talvez no momento em que o jogador precise de uma habilidade/perícia/conhecimento específico, ele diga: quero gastar uns pontos nisso. E isso pode ser até levado não somente para os momentos iniciais do jogo, como substituiria, por assim dizer, os famosos pontos de experiência. Como regra opcional, o narrador também pode se reservar alguns pontos para ele dar aos jogadores, com habilidades que, de acordo com o enredo, ele sabe que vão precisar. Estou falando em pontos aqui, mas desconheço o sistema. Substitua por um análogo, caso não vá trabalhar com criação de fichas assim.
    Abraço!

    • thiagoess novembro 29, 2011 às 12:08 pm #

      Então, as memórias que o personagem tem são um “treinamento implantado” são memórias artificiais de conhecimentos técnicos, os personagens não tiveram infância.
      Quanto a “limpeza” das fichas, sim, eles não terão nenhum “conhecimento”, essa é toda a ideia do jogo mesmo, e os atributos, serão três, que refletem apenas o foco atual do personagem (lembranças, aprendizado e instinto) porém os valores deles podem variar, você pode querer mudar o foco, deixar de se focar em lembrar seu treinamento e se focar em aprender coisas novas.

  2. Welton dezembro 8, 2011 às 4:45 am #

    Também curti o lance da colaboração, e creio que o caminho para viabilizá-la seja esse mesmo: o mestre ter a possibilidade de orientá-las e desacreditá-las (mesmo que sejam verdade!).

    Além disso, acho que o mestre poderia questionar o jogador durante o processo de lembrança, usando suas perguntas para direcionar a “memória” num sentido que tenha coerência com a história ou que ao menos evite “apelação”.

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